• Chás

    Infusão da felicidade

    Antes da infusão, uma pequena passagem sobre a felicidade, essa danada

    “Felicidade” vem do latim “felicĭtas,ātis”, e significa ‘prosperidade, dita, ventura’. Segundo Luís Erlin, em “8 caminhos para a felicidade, “Felix” queria dizer, originalmente “fértil”, “frutuoso”, “fecundo”.

    Feliz, então, seria quem produz frutos?

    Monja Coen, uma brasileira que abandonou a vida cotidiana para passar suas vivências pessoais através dos ensinamentos do dharma, disse que “condições boas nós criamos”. O budismo crê que, domando a mente e controlando nossos desejos, que são incessantes e levam à insatisfação, poderemos então ser felizes.

    Acontece que nossa mente, que representa apenas uma parte do nosso ser – composto também de espírito, corpo e coração, parece ter sido treinada pelo inconsciente coletivo para viver o auto martírio, para duvidar da nossa voz interior e buscar a vida além do presente.

    Então como domar as dualidades que nos consomem e atravessam?

    Talvez a pergunta certa não esteja sendo feita pelo nosso Eu Mochileiro Das Galáxias. A pergunta a se fazer é: como fomentar a felicidade?

    Quando criança fui apresentada ao livro Polyanna, de Eleanor H. Porter. Ele conta a história de uma menina que brincava o “jogo do contente”, que consistia em encontrar em todas as experiências micro partes de felicidade, ainda que as situações vividas fossem tristes de arrancar pedaço. Polyanna era uma órfã que foi obrigada a viver em companhia de uma madrasta que perambulava pelos dias de cenho franzido e cara truncada, com ódio de todos. Chegando na nova casa, Polyanna foi colocada pela madrasta para dormir num sótão sujo e sombrio, de dar medo. A menina ficou triste ao comparar seu dormitório com os outros quartos daquela casa. Mas, quando começou a explorar o lugar, se deparou com a bela vista que a janela proporcionava, e pôde assim tirar o foco daquele lugar sombrio, dando espaço para a alegria.

    Polyanna permitia a si mesma reconhecer a tristeza e a partir daí transpô-la. Caminhava além da feiura do sótão escuro, para lá dos sentimentos de insatisfação. Saiu do estado de negação da tristeza para a felicidade constante, que é bem diferente do êxtase que causa furor vendido pela mídia. Precisamos do triste para compor o feliz, pois sem esse contraste não saberemos, genuinamente, o que é cada coisa em sua plenitude.

    Fazendo um paradoxo, o jogo do contente é uma co-criação da realidade, um exercício que devemos praticar. Somos duramente responsáveis pelos próprios pensamentos e reações.

    Feliz é quem dá frutos e vibra no presente, quem respira criatividade, se percebe livre e permite se fazer canal e instrumento do cosmos, já que somos, quântica e fisicamente, parte dele.

    Foto da @diniloris

    O fato de sermos respirados pelo mundo – e não o contrário -, por si só é beleza e felicidade. Quando reconhecermos que não temos controle sobre nada, deixaremos que nosso SER inteiro possa enfim fluir, como um rio que simplesmente passa.

    E para jogarmos o jogo do contente nos inevitáveis dias em que nosso barco atravancar por entre os galhos de um rio turvo ou de um sótão sujo, fazendo despontar no coração uma dor quase tangível, deixo cá uma receita de infusão da felicidade, para ser sorvido entre um respiro e outro.

    Infusão da felicidade

    Essa infusão é super aromática e provoca a mente dando energia para começar o dia. Por ser um estimulante natural, é uma alternativa para o café, sendo ideal para quando o estômago acordar pedindo algo leve ou para as pessoas que têm problemas gastrointestinais relacionados à cafeína.

    Mas de onde vem o nome “infusão da felicidade”?

    alecrim, ingrediente principal, melhora a produção de serotonina, neurotransmissor que estimula a conexão entre os neurônios, dando fim àquele mau humor matinal.

    E pra melhorar, o óleo essencial de laranja valência, também conhecido como “óleo da felicidade”, dá o toque que faltava para essa receita. Ele também contribui na luta contra a depressão e falta de entusiasmo pela vida, sendo um calmante suave que estimula a alegria. Na área digestiva atua estimulando o apetite e diminuindo problemas como flatulência e retenção de líquidos no corpo.

    Esse óleo é tão maravilhoso que pode ser usado nos xampus para tratamento de caspa, seborréia e até queda de cabelo. Basta colocar uma gotinha no frasco e agitar antes de usar.

    Como vocês viram, essa infusão da alegria é belíssimo para adotar no dia a dia.

    Usamos o óleo essencial de laranja valência da Lazlo, que tem outras variedades de óleos de laranja também.

    Segundo a Laszlo, que estuda e investe em estudos de aromaterapia, a “laranja valência é uma das espécies de laranja doce mais empregada para extração de suco no Brasil, juntamente da laranja Pêra. O seu óleo essencial se destaca por possuir um aroma mais doce e sutilmente mais perfumado que o da laranja Pêra, a qual substitui de forma até mesmo superior”.

    Aroma e benefícios garantidos!

    Ingredientes para 2 canecas da infusão da felicidade

    400ml de água filtrada

    4cl. (de sopa) de alecrim (seco ou natural)

    1 pedacinho bem pequeno de gengibre (com a casca e tudo!), ou 1/2 cl. (de sopa) de gengibre em pó

    1 gota de óleo essencial de laranja valência

    Como fazer

    Ferva a água e desligue o fogo

    Numa caneca, coloque todos os ingredientes, depois adicione água e espere até que o aroma apareça

    Sirva em seguida!

    Se você não gosta tanto do sabor amargo, vale coar a infusão antes de tomar!

    Dica para estimular o consumo de chá e infusões em casa

    Quando for receber amigos em casa, disponha sobre a mesa uma chaleira com água quente e mini potinhos com alguns ingredientes secos para infusão, como canela em pau, alecrim, orégano, hortelã, capim limão, etc.

    Assim cada um poderá montar seu próprio blend! 

    Manter esses potinhos bem fechados em casa num lugar visível faz com que a gente sinta mais vontade de usar a natureza como forma de cura!

    Se você gosta de óleos essenciais, visite o empório virtual da Laszlo, que conta com inúmeros deles que podem ser utilizados na cozinha, como cardamomo, laranja, noz moscada, gengibre, alecrim e hortelã.

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    Créditos da foto para Pri Arantes!

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