Menos pílulas, mais prana!”

Leia ouvindo Canções Velhas para Embrulhar Peixes <3

Afinal, o que é o prana dos alimentos?

Prana é a energia orgânica que compõem as correntes do corpo sutil, a força vital encontrada em toda a natureza; é o princípio da vida. Ele entra em nosso organismo por meio dos raios solares, da água, da terra, das rochas, da respiração, das plantas e da alimentação (quando tiramos a alimentação pesada do organismo, o Prana é melhor aproveitado pelo corpo). Portanto, pense que os alimentos em seu estado mais natural possível, ou seja, não processados ou industrializados, são fontes primárias de energia.

E esse papo está longe de ser uma viagem hippie: segundo a ciência moderna, nosso mundo (que aparenta) sólido nada mais é do que a vibração de átomos numa eterna dança-redemoinho, onde essas minúsculas partículas se tornam pura energia (prana), densificada em várias ondas que se agregam e permitem formar a matéria.

Partindo desses conceitos, quando você se alimenta de forma consciente, alimenta não só seu corpo como também seu espírito, pois no momento em que ingerimos alguma coisa, interagimos com o mundo através da nossa boca, mastigação e digestão.

Miriam Campolina, professora de Filosofia da UFMG, apresenta a ideia de Cosmofagia, que reforça a teoria do Cebola:

“(…) enquanto comemos, comemos o próprio mundo, participamos dele. O ato de comer reintegra o homem ao macrocosmo. Aquilo que está fora de nós, também, pela ingestão dos alimentos, se apresenta dentro de nós”.

Não é à toa que a macrobiótica, estudo voltado para a saúde humana integral (espiritual e social) e o consequente prolongamento da vida, é um conjunto de antigas prescrições dietéticas japonesas que visa equilibrar a dieta através do yin-yang. A palavra “macrobiótica” vem do grego macro (grande) e bio (vida), e se baseia na teoria de George Ohsawa das forças opostas: yin (negativo) e yang (positivo), com o objetivo de valorizar o poder energético dos alimentos, buscando um equilíbrio entre suas propriedades e, por consequência, harmonizar a energia do corpo.

Lembra dos conselhos recebidos dos nossos avós ao longo da vida? Eles estão cheios de conceitos macrobióticos!

Duvida?

“Coma legumes e leguminosas, coloca um verdinho nesse prato”

“Se o tempo está úmido e quente, procure algo que te refresque”

“Toma essa sopinha pra não gripar”

“Não tome nada muito gelado durante as refeições”

“Coma devagar e mastigue bem para não doer o estômago”

Nossos avós estão cobertos de razão

Isso é nada mais que voltar os olhos para o equilíbrio do corpo, macrobiótica purinha!

É claro que você não precisar estar numa dieta equilibradérrima o tempo todo, pois de fato o radicalismo (não extremismo!) é mais difícil para quem tem a vida corrida ou não está acostumado a prestar atenção no corpo. Tudo isso é um processo demorado.

Por conta disso a tomada de consciência do que e como comemos nos leva a ficar mais independentes.

Independentes da indústria farmacêutica.
Independentes da ditatura dos fast/junk foods.
Independentes da comida cheia de sódio, conservante e gordura saturada.
Independentes do consumo desmedido.
Independentes do vício do açúcar e das comidas super-industrializadas.

A ingestão do que o Cebola apelida de “comida prânica” realinha o organismo, aumenta a frequência vibracional, a energia e consequentemente nossa disposição.

Quando nos damos conta disso, inevitavelmente passamos a buscar alimentos mais naturais, integrais, de produtores locais – comidas prânicas, e sentimos prazer em consumir alimentos que realmente fazem bem ao invés de somente ter sabor e matar a fome.

O prana é energia, e quando acumulamos prana estamos energizando nosso corpo, estamos comendo comida de verdade, alimentando o espírito, alcançando um lugar de equilíbrio, entrando em contato com nossa inconsciência, nos conectando com o mundo!

Não adiantar baixar um aplicativo para lembrar de tomar água se você não entender o porquê de se hidratar o corpo.

Não adianta otimizar sua alimentação ou fazer dieta se você não prestar atenção em qual tipo de fome está sentindo.

Não adianta comer de 3 em 3 horas se você não entender seu metabolismo e se isso de fato te faz bem.

Comida é fonte, é energia, e por isso cozinhar muda o mundo!

Dê preferência a alimentos frescos e mais próximos do seu natural possível. Os alimentos transformados estão repletos de conservantes e emulsificantes, pois a indústria é obrigada a adicionar cor e sabor ao alimento para que ele se torne vendável e dure mais nas gôndolas e na sua geladeira.

Não é à toa que os produtos frescos e perecíveis tem mais riqueza nutricional e são mais saborosos do que os alimentos processados. 

Preocupe-se não só  com o que você come, mas também com a jornada que a comida faz até o prato, a forma de preparo e as consequências disso na sua saúde.

Para começar essa jornada em que todo mundo ganha, dê preferência aos pequenos produtores, compre local, mantenha uma hortinha em casa, estabeleça uma relação com o alimento ao invés de somente desembrulhar pacotes e isopores.

A cura começa na nossa cozinha. 

 

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