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Filosofando com as panelas

Entenda melhor seu organismo através das filosofias culinárias que surgem quando estamos com a barriga no fogão!

  • Filosofando com as panelas

    Cozinhar muda o mundo (ou como se alimentar com comida de verdade)

    Afinal, o que é comida de verdade? Contar calorias é uma forma de alimentação saudável? O que é de fato um alimento funcional? Como nutrir o organismo gastando pouco?

    A resposta para essas perguntas é muito mais simples do que a gente pode imaginar: cozinhe em casa! 

    As pessoas se perguntam como combater o aquecimento global, a degradação ambiental e as injustiças sociais.

    Thomas Morus, o maior humanista do Renascimento,  foi assertivo ao dizer que “qualquer mudança começa pela comida. Vamos comer alimentos locais, orgânicos, sazonais e deliciosos. Vamos lidar com os alimentos com as nossas próprias mãos, e não deixar a sua produção apenas nas mãos das corporações.”

    Alimentação saudável e comida de verdade é nada menos que tomar consciência do que se come.

    Alimentação funcional é aquela que realmente funciona para cada pessoa, que cabe na rotina, que cabe no seu bolso.

    Não é à toa que a palavra alimentar vem do Latim “alere”, que significa “fazer crescer”, “nutrir”, “curar”, “tratar”. 

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  • Filosofando com as panelas

    Dicas para planejar sua alimentação semanal

    O cenário é corriqueiro: você está em casa, a vontade de cozinhar aparece, você caminha até a geladeira e não encontra os ingredientes para aquela receita que imaginou. Quando encontra, os ingredientes não combinam e você não consegue pensar em algo que possa fazer.

    Já passou por isso alguma vez?

    Nesse post você vai encontrar dicas de como planejar uma alimentação semanal criando uma conexão com a comida. 

    Pequeninas ações são capazes de otimizar as compras, transformando o consumo desmedido em consciente e tornando o “fazer feira” num passeio onde todo mundo sai ganhando.

    Anote as dicas:

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  • Filosofando com as panelas

    Cozinhar é manifestar amor

    Quando alguém compara a arte da cozinha a uma tarefa enfadonha, com certo ranço na fala, como se cozinhar fosse um trabalho subjugado e inferior, sempre repito essa frase do querido Mia Couto: “cozinhar não é um serviço, e sim um modo de amar os outros”.

    Essa passagem está incrustada na minha mente faz tempo, tanto que sempre que quero agradar alguém ofereço comida. Apesar do apreço à expressão, só fui descobrir há pouco que ela vem de um conto do Mia, chamado “A avó, a cidade e o semáforo”. Esse conto me emociona todas as vezes que leio, por isso resolvi partilhar aqui no Cebola na data de hoje, pois 10/05 é dia do cozinheiro!

    Considero que todos que dedicam tempo à própria alimentação, desde o cultivo dos ingredientes, passando pelo estudo até o ato de sentar-se à mesa reverenciando o que se tem o prato, podem ter a honra de sentir-se parte do universo incrível que permeia essa profissão.

    Um salve aos cozinheiros e a todos que reconhecem seu valor!

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  • Filosofando com as panelas

    Sua fome é real?

    Vivemos numa sociedade onde a comida é vista como forma de amenizar nossa inquietação: comemos para comemorar, comemos para sentir conforto e segurança, comemos na tentativa de afastar a tristeza, comemos porque sentimos um vazio-de-não-sei-o-que, comemos por comer, confundimos até mesmo sede com fome.

    Perdemos a capacidade de escolher nossos alimentos e deixamos de ouvir os sintomas da fome real que o corpo emite. Em consequência, sobrecarregamos nosso sistema com comida e mais comida, acordamos e dormimos cansados, nos irritamos com facilidade, apresentamos digestão lenta e pouca disposição para o dia-a-dia.

    Diante desse cenário de desconexão entre a mente, corpo e espírito, a indústria farmacêutica, sempre disponível para encontrar a pílula ou o alimento encapsulado que promete solução instantânea dos problemas relacionados à alimentação, propõe milagres: remédio para emagrecer, remédio para abrir o apetite, remédio para digerir melhor os alimentos, remédio para aumentar a capacidade metabólica, pílulas e mais pílulas diagnosticadas muitas vezes sem que antes nos sejam ensinados auto questionamentos básicos que nos permitem conectar com nossa fome ou minimamente entendê-la. 

    Além de a sociedade ter banalizado ato de comer, ela fomenta o consumo desmedido de comida, a ponto de o desperdício de alimentos ser algo visto por muita gente como absolutamente normal, ainda que pessoas ao redor do mundo morram diariamente por inanição.

    Diante desse cenário, repensar nossa relação com o alimento é algo urgente. Do contrário, estaremos aprisionados a esse loop infinito que enriquece a indústria e fragiliza as pessoas.

    Se alguém se identificou com esses sintomas que vem da falta de conexão com nosso organismo, é hora de mu-dança!

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  • Filosofando com as panelas / Receitas

    Cozinhar é participar do mundo

    É sexta-feira da paixão e aproveito o feriado para colocar o pé na estrada rumo ao interior de Minas Gerais. Me pego pensando na importância do retorno à natureza. Estar rodeada de verdes pelo caminho se mostra uma forma de autocuidado: o ar puro faz os batimentos cardíacos se amansarem, os quintais com árvores frutíferas exalando cheiros remetem à infância, cores e gostos para reavivar os dias.

    Mais tarde, ainda come esse pensamento na cabeça, me deparo com inúmeros ramos de manjericão nas mãos das pessoas que se colocam na procissão que percorre ruelas de uma igreja à outra em homenagem a Cristo, da morte à ressurreição.

    Uma senhorinha explicou que o manjericão, erva mágica, é usada em sinal de respeito à espiritualidade que habita o peito, prelúdio de bons agouros do renascimento que se avizinha. Pesquisando para entender essa lógica ancestral, descubro que em torno do túmulo de Jesus nasceram mudas de manjericão, daí o costume de carregá-las procissão afora como forma de respeito e lembrança. As mudas como fotografias do passo.

    Junto com e explicação dessa mulher que tem os olhos cansados e a aura branda, ganho um ramo amassado com a recomendação de fazer chá para evitar resfriados.

    Quando se cuida do peito, cuida em consequência da alma toda.

    O corpo ressuscita.

    Ainda segundo ela, basta um bocado de folhas escaldada em água fervente para deleitar-se com um chá fresco para literalmente acalentar o coração com suas propriedades curativas.

    Da muda brota o cheiro fresco e me ponho a imaginar as possibilidades daquelas folhas para além do chá: participação especial nos refogados, molho pesto (meu preferido de todos os tempos), risotos, sucos, sorvetes, tortas, bolos, cremes, assados. Como é bonita a natureza!

    Descascar folha por folha é uma dedicação genuína, que requer cautela e apreciação. Cozinhar é direito de todos, mas antes de colocar a barriga no fogão, há que se permitir descobrir os prazeres e valores de se cozinhar em casa entendendo a tarefa como uma forma de meditação.

    Nisso concluo que participar da natureza e buscar respostas através da cozinha fomenta o sentimento de integração com o mundo.

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    Ficou inspirado lendo esse texto sobre essa erva mágica?

    Veja aqui como cultivar manjericão em casa. 

  • Filosofando com as panelas / Receitas

    Como cultivar manjericão em casa #hortinha

    O Cebola na Manteiga acredita que todo mundo é capaz de cozinhar!

    E para incrementar a cozinha dos leitores hoje começa aqui a série #Hortinha, que vai trazer da forma mais simplificada possível o passo-a-passo de como plantar e cultivar plantinhas para temperar da mais diversa forma nossos pratos.

    Propriedades medicinais:

    As vitamina A e C são as mais abundantes em suas folhas, que são indicadas para produzir compressas que devem ser aplicadas nos mamilos das lactantes para aliviar a dor. São também auxiliares no combate de dores reumáticas, tosse, resfriados, auxiliam na digestão e reduzem a fadiga.

    Por fim, vale dizer que por conta do cheiro que exala, o manjericão é usado pra espantar o mosquito da dengue.

    Hoje temos o manjericão, que é versátil, saboroso e muito aromático.

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  • Filosofando com as panelas

    A cebola, o ego, a meditação e a cozinha

    Muitos leitores perguntam o porquê do nome “Cebola na Manteiga” e hoje vim aqui contar para vocês de onde ele surgiu. Quando penso numa comidinha sendo feita em casa o primeiro cheiro que vem à cabeça é aquele que levanta da panela quando pico uma cebola em pétalas, cubos ou rodelas, bem do jeitinho que der na telha, pré aqueço uma frigideira e coloco esse alimento lindo para descansar e dourar em fogo médio. 

    O cheiro que brota nessa hora invade a casa, minha memória e a vizinhança. Desse singelo ato podem nascer sopas, caldos, arroz, cremes, frigideiras de legumes multicoloridos, refogados, assados, risotos… Uma verdadeira inspiração!

    Além disso, a cebola possui importância simbólica em algumas culturas e cultos espalhados pelo mundo. Há quem compare a estrutura folhada do bulbo, que não chega a nenhum núcleo, à própria estrutura do nosso ego, que vai se descortinando quando abrimos nossos olhos para o plano espiritual. A partir daí nada mais constitui obstáculo ao espírito universal. É como se cada camada do ego fosse descascada, assim como as camadas de uma cebola, até encontrar a vacuidade, a quietude do espírito. 

    Osho, mestre do despertar da consciência, prega que “deve-se descascar a própria personalidade, camada por camada, da mesma forma que se descasca uma cebola. Basta descartar essas camadas. Novas camadas estarão presentes e, finalmente, chega o momento em que a cebola desaparece e sobre apenas um vazio nas mãos. Esse momento é o momento da iluminação. Não se pode desejá-lo, porque o desejo acrescenta outra camada à cebola, e é uma camada muito mais perigosa do que qualquer outra (…) Depois de descascar completamente a cebola, quando o ego evaporar, a iluminação estará lá. Mas não se pode dizer: “Tornei-me iluminado.” O “eu” não está mais presente, é a iluminação que está presente”.

    Bonito, né?

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  • Filosofando com as panelas

    Porque a comida que você consome afeta sua vida

    Todos os dias fazemos escolhas na cozinha que refletem no meio ambiente.

    Comprar frutas picadas embaladas em plástico filme e isopor, deixar de reciclar o lixo, consumir muita carne e não comprar de produtores locais deixa marcas ao redor do mundo. Precisamos ter um olhar crítico e fazer escolhas conscientes, pois embora saibamos que os solos, por exemplo, são fundamentais, quando damos uma olhada ao nosso redor a história é bem diferente.

    Um produto pode até parecer melhor e mais barato. Porém, ao consumi-lo, causamos um impacto na sociedade que gera outros custos paralelos, como aumento na criminalidade, nos impostos (para investir em infraestrutura de cidades que crescem descontroladamente), maior gasto com saúde, etc.

    E justo por isso temos inteira responsabilidade sobre nossas compras e consumo!

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  • Filosofando com as panelas

    O que cozinhar te ensina sobre viver a vida

    Ou como ser uma pessoa melhor com as lições que a cozinha te dá

    Sempre quis ser uma dessas avós que se negam a acreditar que os netos já comeram o suficiente. Bolo, pudim, broa, macarrão, cafezinho. Sabe aquela terceira concha de arroz que escorrega na direção do seu prato e você, satisfeito, mas besta de tudo, insiste em recusar? Pois ela tem o poder de elevar a alma em suspiros e renovar nossa tão golpeada humanidade.

    O caldo de vegetais frescos cozido em fogo baixo é capaz de penetrar nos nossos ossos, devolvendo cada perda acumulada durante o dia. A boa cozinha te desperta para uma nova existência, abraça a gente por dentro. O que quero dizer, caro leitor, é que essa concha de arroz se resume na expressão do mais puro amor.

    E o ato de cozinhar, pasmem, é uma lição pra toda vida.

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  • Filosofando com as panelas

    Gosto de carne tanto quanto você (mas parei de comer assim mesmo!)

    Quando me vem à memória os jantares da minha família é inevitável pensar nos assados, churrascos e carnes demoradamente cozidas na pressão. Em resumo, meu histórico alimentar tem a carne como ingrediente principal desde criança: comia embutidos no café da manhã, carne grelhada no almoço, peito de peru no lanche, pizzas e salgadinhos sempre cheios de presunto, carne moída, frango, etc. A paixão era tanta que cheguei a me tornar “burguer hunter” no ano passado. Toda semana visitava hamburguerias e escrevia um review sobre os melhores burguers da minha cidade. E era normal receber os amigos em casa e fazer, de uma só vez, 5kg de burguers de 200g cada de todos os tipos possíveis.

    Era como se tivesse desligado o botão da percepção que nos leva a entender a origem dos ingredientes, do cultivo à mesa. 

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