Categoria: Crônicas

O que o minimalismo tem a ver com cozinhar

Há poucos meses me dei conta do tanto de dinheiro que gastei comprando itens absolutamente supérfluos numa tentativa de reproduzir o mundo externo dentro da minha casa.

Ouvi uma frase que exemplifica bem esse consumo desmedido: “a gente esquece que, para pregar um quadro na parede, precisa apenas do furo, e não da furadeira”.

Resolvi falar sobre isso pois tou cá de mudança e durante a “encaixotação” das cousas todas fiquei absolutamente chocada com meu apego desmesurado por itens que usei poucas vezes na vida. Gastei 2/3 do meu tempo entre os idos de 2014 a 2016 trabalhando MUITO (e isso quer dizer 16 horas/dia) para ter mais dinheiro e assim poder comprar mais e me sentir menos frustrada.

Ao invés de uma conta bancária gorda, adquiri tiques nervosos.  

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Cafezinho

“Café é emoção. Café é a lembrança dos melhores dias da convivência com os pais e irmãos, é herdar hábitos, é carregar princípios. Os dias mais duros de qualquer vida tiveram o consolo de um café. Os dias mais alegres de qualquer vida tiveram a recompensa de um café.

No gole de um café, existe uma correnteza de cenas de amizade, de ternura, de conselhos, de apoio e de juramentos.

Café lembra receber visita, casa cheia, sobremesa. Café estende o tempo para um pouquinho mais tarde.

Café engana os horários, os prazos, os compromissos. Ainda mais se é um cafezinho. Ele se faz de pequeno e inofensivo para deixar as emoções ainda maiores.

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No açougue

Fui ao açougue comprar carne para fazer um burger. Eis que me deparo com um nutricionista disfarçado de açougueiro:

– Moço, me vê um quilo e meio de fraldinha moída, por favor?
– Essa carne não é pra moer não
– Como assim?
– A gente não mói essa carne

– Causadique?
– Ora, tem muita gordura

– Mas eu gosto da gordura

– Mas você conhece a fraldinha? Tem muita gordura

– Conheço sim senhor. Quero pra fazer hambúrguer, tem que ter gordura mesmo

– Mas a fraldinha tem MUITA gordura. Aposto que cê nunca viu fraldinha

– Eu faço hambúrguer toda semana, moço. Toooda semanaaaaa eu compro fraldinha moída. Conheço de longe.

– Mas essa, ah, essa tá gorda. Você tem certeza que não quer levar acém? E o regime?

– MAS EU NÃO TÔU DE REGIME, MEU DELZZZZZZZZZZZZ

– A gente tem patinho também

– MOÇO, ME DÁ ESSA CARNE OU ME FALA LOGO QUE VOCÊ NÃO QUER ME VENDER

– Se quer sair do regime, né, fazer o que?

– Não tô de regime, moço!!

– Se eu fosse você tomava cuidado pra não sair do regime. Mas tá bom, vou lá moer, fazer o que, né?

 

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